Quem recebe a indenização
A diferença entre estar coberto e ser quem recebe, e como indicar beneficiário.
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Cônjuge e filho entram por vínculo presumido. A partir daí, cada categoria pede um documento diferente antes da inclusão.
Dependente é a pessoa incluída na cobertura junto com o titular — cônjuge, filho ou outra pessoa reconhecida pela seguradora, cada uma com sua própria carência e sua própria declaração de saúde. Não confunda com beneficiário: dependente é quem está coberto; beneficiário é quem recebe a indenização quando alguém coberto morre — inclusive quando quem morre é o próprio dependente, e não o titular.
A diferença entre as categorias de dependente está no que precisa ser comprovado antes da inclusão. Cônjuge e filho entram por vínculo presumido: basta o parentesco ou o casamento, sem prova adicional de dependência. As demais categorias entram por vínculo comprovado, o que muda a documentação pedida — não a cobertura em si.
| Quem | Como costuma entrar | O que confirmar na proposta |
|---|---|---|
| Cônjuge | Vínculo presumido pelo casamento | Certidão de casamento na inclusão |
| Companheiro em união estável | Vínculo reconhecido, mediante declaração ou comprovação | O que a seguradora pede para reconhecer a união — varia de uma para outra |
| Filho biológico ou adotivo | Vínculo presumido pela filiação | Certidão de nascimento e, quando houver, limite de idade para permanência |
| Enteado | Vínculo comprovado — não é presumido só pelo casamento com o pai ou a mãe | Comprovação de dependência econômica ou de convívio, conforme a seguradora |
| Dependente agregado (sogro, avós, irmãos e outros) | Vínculo comprovado por convívio ou dependência econômica | Documentação específica — detalhada nesta página |
O critério de quem entra em cada categoria varia por seguradora. Esta tabela mostra a lógica geral — cônjuge e filho por vínculo presumido, o restante por comprovação —, não uma lista fechada que sirva para qualquer apólice.
O enteado é o caso que mais surpreende quem monta a apólice pensando só em "família = cônjuge e filhos". Casar com alguém que já tem filho não inclui esse filho automaticamente como dependente presumido — é preciso declarar o vínculo e, em geral, comprovar dependência econômica ou convívio no mesmo endereço.
Isso não torna a inclusão difícil, só diferente: o documento muda, a cobertura não. Uma vez incluído, o enteado tem a mesma carência e a mesma lógica de declaração de saúde de qualquer outro dependente.
Como enteado, sim — mas por vínculo comprovado, não presumido. Costuma ser pedida comprovação de convívio ou de dependência econômica, além da declaração de saúde própria dele.
Varia por seguradora. Filho menor entra sem discussão; a partir de determinada idade, algumas seguradoras pedem confirmação de que ele ainda depende economicamente do titular. Confirme o limite na cotação, antes de presumir que ele continua incluído para sempre.
Pode, mediante reconhecimento do vínculo pela seguradora — que costuma pedir declaração de união estável ou documentos que demonstrem convívio, já que não há certidão de casamento para apresentar.
Como dependente agregado, sujeito a comprovação de convívio ou dependência econômica. Esta página detalha o que costuma ser pedido para essa categoria.
Podem ser, mas são conceitos diferentes. Dependente é quem está coberto pela apólice; beneficiário é quem recebe a indenização quando alguém coberto morre. Um filho pode ser dependente e, ao mesmo tempo, beneficiário indicado por outro membro da família.
Pode adicionar depois. Cada inclusão posterior costuma abrir carência própria, contada da data em que o dependente entrou — não da data da apólice original.
A diferença entre estar coberto e ser quem recebe, e como indicar beneficiário.
Ver beneficiáriosO limite de idade também vale para dependente incluído, não só para o titular.
Ver a diferençaCada dependente incluído preenche a própria declaração, com a mesma lógica do titular.
Ver a declaraçãoSogro, avós, irmãos: o que costuma ser pedido para incluir quem não é cônjuge nem filho.
Ver a página completaDiga quem você quer incluir e o vínculo com essa pessoa. O corretor volta com o que cada seguradora pede para essa categoria.