Goiânia
A Central de Óbitos e os cemitérios da capital goiana.
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A corretora não vende plano funerário. Para Campo Grande e o interior de Mato Grosso do Sul, ela cota o seguro de vida com assistência funeral, contratado a distância — e aqui mostra antes o que a prefeitura e o estado já oferecem.
Em Campo Grande, cemitério e funerária entram na conta dos serviços públicos: a prefeitura mantém os cemitérios municipais pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Sisep), e a Agência de Regulação de Serviços Públicos (Agereg) criou uma câmara técnica só para tratar da gratuidade de cemitérios e funerárias para quem depende da assistência social.
O plano funerário é outra coisa: um contrato vendido por funerária ou administradora, pela Lei 13.261/2016, fora da SUSEP. O seguro de vida com assistência funeral também é outra: vem de seguradora supervisionada pela SUSEP, organiza o funeral pela rede dela, prevê traslado até um limite e paga capital aos beneficiários.
A corretora trabalha só com o seguro. O que ela faz é comparar apólices de mais de uma seguradora para o caso concreto da família — cidade, idade, destino do velório.
Nos números divulgados pela prefeitura na preparação para Finados, os três cemitérios públicos somam perto de cem mil sepulturas:
| Cemitério público | Número informado pela prefeitura |
|---|---|
| Santo Amaro | 49.081 túmulos |
| São Sebastião (Cruzeiro) | cerca de 33.834 túmulos |
| Santo Antônio | 16.013 pessoas sepultadas |
Mais importante para quem vai contratar é uma exigência da prefeitura. Em chamamento público, a Sisep convocou titulares de jazigos perpétuos a impermeabilizar os túmulos com gavetas, fazer reparos e limpeza, para adequar as áreas ao licenciamento ambiental. Túmulos abandonados ou sem identificação podem voltar ao patrimônio da prefeitura, e sepultamentos em cova sem impermeabilização deixaram de ser permitidos.
Na prática: se a família tem jazigo antigo, pode haver obra a fazer antes do próximo sepultamento. Pergunte na cotação se a assistência cobre algo além das taxas. Veja como jazigo e gaveta entram na apólice.
Entre os benefícios eventuais da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) está um serviço funeral gratuito com capela e sepultamento para quem mora em Campo Grande e tem renda de até meio salário mínimo. A família passa por uma triagem com assistente social, no CRAS mais próximo ou na sede da secretaria.
A própria SAS descreve o benefício como destinado a urna, velório e sepultamento, desde que não exista outro benefício municipal cobrindo essas despesas. É proteção para quem não tem como pagar, e não depende de contribuição prévia.
O seguro atende outra situação: a da família que quer escolher cemitério, capela e traslado com antecedência. O texto sobre sepultamento gratuito explica quando cada caminho faz sentido.
Mato Grosso do Sul tem 79 municípios, segundo o IBGE, e a perícia oficial fica com a Coordenadoria-Geral de Perícias, a Polícia Científica do estado. Em Campo Grande funciona o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), na Vila Santa Dorotheia, responsável pela tanatologia forense. No interior, a coordenadoria mantém 14 Unidades Regionais de Perícia e Identificação:
Aquidauana, Amambai, Bataguassu, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Quando há perícia, o corpo fica na unidade que atendeu o caso até ser liberado. Se isso acontece em Corumbá e o velório será em Campo Grande — ou o contrário —, a distância entre as duas cidades entra no limite de traslado. A assistência entra depois da liberação. Veja o guia de liberação do corpo.
| Situação | Pergunta para a cotação |
|---|---|
| Jazigo perpétuo antigo, sem gavetas | Se a assistência cobre só taxas ou também parte da adequação exigida |
| Moradia em Anhanduí ou Rochedinho, distritos da capital | Se o atendimento chega ao distrito e de onde parte a remoção |
| Óbito no interior, velório em Campo Grande | Qual o limite de traslado e se a rota até a capital cabe nele |
| Parentes no Paraná, em São Paulo ou em Goiás | Se o traslado para outro estado está previsto e até onde |
| Família que opta pela cremação | Qual crematório a seguradora considera e se o deslocamento cabe no contrato |
Diga quem entra na proteção, onde cada pessoa mora e onde a família quer a despedida. O corretor devolve as apólices lado a lado.
Escolha as opções e a mensagem já vai pronta para o corretor. Nada é enviado antes do seu clique.
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Não. Plano funerário é produto de funerária ou administradora. A corretora cota o seguro de vida com assistência funeral, de seguradora supervisionada pela SUSEP, e mostra a diferença. Compare os dois.
Segundo a SAS, moradores de Campo Grande com renda de até meio salário mínimo, depois de triagem com assistente social no CRAS ou na sede da secretaria.
A Sisep convocou titulares de jazigos perpétuos a impermeabilizar os túmulos com gavetas. Confirme com a administração do cemitério a situação do seu jazigo antes de precisar dele.
Sim, de qualquer município do estado, a distância. Informe a cidade para que a rede de cada seguradora seja conferida ali.
Quando há perícia, a unidade regional da Coordenadoria-Geral de Perícias que atende a região, ou o IMOL na capital. Depois, a assistência assume. Veja como acionar.
A Central de Óbitos e os cemitérios da capital goiana.
Ver GoiâniaOs cemitérios em concessão e as regras da SEJUS.
Ver o DFComo comparar o limite de distância entre seguradoras.
Ver o transladoO passo a passo quando o óbito é longe do velório.
Ler o guiaPáginas vizinhas desta série: Tocantins, Palmas, Macapá, Porto Velho. O mapa inteiro, com as outras capitais e estados, fica em onde atendemos.
Com esses dois dados, o corretor compara rede e traslado de cada seguradora, de Campo Grande ao interior do estado.